Link de agendamento na bio: quem marcou é um lead
O link de agendamento na bio enche a agenda, mas quem falta, desmarca ou vem e não fecha some sem ninguém perceber. Veja a conta de um mês de agendamentos e o que muda quando o horário marcado entra no mesmo funil do resto.
Quem marca horário pelo link da bio é um lead, e precisa de dono e de próximo passo como qualquer outro. A ferramenta de agenda sabe quem vem e quando. Ela não sabe quem faltou, quem desmarcou e quem veio e não fechou, e sem essa lista ninguém liga para essas pessoas.
Terça, 22h10. Uma moça acha a clínica no Instagram, gosta das fotos e toca no link da bio. Escolhe quinta às 15h para uma avaliação, põe nome e WhatsApp, recebe a confirmação. Pronto, está marcado.
Quinta, 15h, a cadeira está vazia. A recepção espera dez minutos, anota "não veio" num papel e chama o próximo da lista. Ninguém manda mensagem. O dia está cheio e ela nem era cliente ainda.
Três semanas depois, ela faz a avaliação em outra clínica, a duas quadras dali.
A agenda faz bem o trabalho dela
O link de agendamento resolve um problema real. A pessoa marca às dez da noite, sem esperar a recepção abrir, sem trocar seis mensagens para achar um horário. Para quem atende, a semana aparece organizada.
Só que a ferramenta de agenda responde duas perguntas: quem vem e quando. E um horário marcado pode terminar de quatro jeitos:
- a pessoa veio e fechou;
- veio e não fechou;
- desmarcou;
- faltou.
Para a agenda, os quatro terminam igual. O horário passou, a próxima vaga abriu. Para o comercial, cada um pede uma conversa diferente. Quem fechou entra no acompanhamento. Quem veio e não fechou precisa de retorno sobre o orçamento, enquanto ainda lembra da conversa. Quem desmarcou deixou uma porta aberta. Quem faltou precisa de um convite para remarcar, sem bronca.
Quando a agenda fica sozinha, nenhuma dessas conversas tem dono. O contato está na ferramenta de agenda, a conversa está no WhatsApp da recepção e o orçamento está numa planilha, ou na cabeça de alguém.
E a promessa de reduzir faltas?
Quem pesquisa ferramenta de agendamento encontra a promessa de cortar as faltas em 70% com lembrete automático. Fui atrás do estudo por trás desse número e não achei. Ele aparece em página de quem vende a ferramenta, sem pesquisa que dê para abrir e ler.
O lembrete da véspera é uma boa prática e vale a pena. Ele ajuda quem esqueceu. Agora, quem desistiu, achou mais barato em outro lugar ou ficou com medo do preço recebe o lembrete, não responde e falta do mesmo jeito. E o lembrete não diz nada sobre quem veio e saiu sem fechar.
A conta de um mês de agendamentos
Dá para fazer hoje, com a lista que a sua ferramenta de agenda já tem. Uma tarde basta.
- Exporte ou anote todos os horários marcados no último mês.
- Ao lado de cada um, escreva o que aconteceu: fechou, veio e não fechou, desmarcou ou faltou. Se ninguém sabe dizer, escreva "não sei". Esse também é um resultado.
- Para cada um que não fechou, responda: alguém falou com essa pessoa depois do horário? Em que dia? Quem?
Um exemplo inventado, só para mostrar a conta: uma clínica com 40 agendamentos no mês. Desses, 14 fecharam, 12 vieram e não fecharam, 5 desmarcaram e 9 faltaram. São 26 pessoas que já demonstraram interesse a ponto de reservar um horário. Se a resposta da pergunta 3 for "ninguém" para a maioria delas, a sua agenda está cheia e o seu funil está furado.
O número que importa sai do passo 3: quantas pessoas que marcaram horário nunca receberam um segundo contato. Esse é o tamanho do que a agenda deixa escapar.
O que muda quando o horário entra no funil
O horário marcado precisa ser tratado como o que ele é: um lead que levantou a mão, com dia e hora. Isso pede três coisas.
Um nome responsável. "A recepção vê" é o mesmo que ninguém ver. Cada agendamento chega com o nome de quem vai cuidar dele depois do horário, e não só de quem vai atender na hora.
Agendado e realizado como etapas separadas. Se as duas ficam juntas, quem faltou some no meio de quem veio. Separadas, você abre a lista de quem tinha horário marcado e não passou para a etapa seguinte, e liga para essas pessoas.
Um próximo passo com data. Quem veio e não fechou recebe retorno em dois ou três dias. Quem faltou recebe uma mensagem no mesmo dia, perguntando se quer remarcar. O prazo é seu. Ele só precisa existir e estar escrito em algum lugar que alguém olhe.
O formulário pede pouco
A página de agendamento é a primeira conversa, e cada pergunta a mais é uma chance a mais de a pessoa desistir no meio. Nome, WhatsApp e um campo opcional para a pessoa contar algo, como "é a primeira vez", resolvem.
Em clínica tem um cuidado a mais. Queixa, motivo da consulta e histórico de saúde não entram no formulário. Dado de saúde é dado sensível pela LGPD, e ele tem lugar certo: o sistema clínico, depois que a pessoa chega. Para marcar uma avaliação, o nome e o telefone bastam.
Dois detalhes que o cliente nota, mesmo sem saber explicar. Se duas pessoas tentarem o mesmo horário ao mesmo tempo, só uma pode ficar com ele, e a outra precisa ouvir isso na hora, para escolher outro. Senão quem descobre é você, com as duas na porta. E a página deve mostrar só os horários livres, nunca a agenda inteira com os ocupados. A agenda cheia diz a qualquer visitante, concorrente incluído, quantos clientes você atende e em que dias.
Onde o Pulsar entra
No Pulsar, cada funil pode ter o seu link de agendamento para pôr na bio. Quem marca entra no funil como lead, vai para o próximo vendedor da vez e o horário aparece na agenda de quem vai atender, com a origem e o aceite da pessoa guardados na ficha. Se dois clientes clicarem no mesmo horário, o segundo é avisado na hora para escolher outro. O lembrete da véspera continua com a sua equipe: o Pulsar não manda confirmação automática. Para clínica, o funil já vem com avaliação agendada e realizada separadas, como está em CRM para clínicas. Para outros negócios que trabalham com hora marcada, veja CRM para prestadores de serviço, e o resto dos canais de entrada está em captação de leads.
Das pessoas que marcaram horário no mês passado e não fecharam, quantas receberam um segundo contato? Se você precisar abrir três lugares para responder, a agenda está trabalhando sozinha.
Perguntas frequentes
O que fazer quando o cliente marca horário e não aparece?
Quando o cliente marca horário e não aparece, mande uma mensagem no mesmo dia perguntando se ele quer remarcar, sem cobrança e sem bronca. Quem faltou já mostrou interesse a ponto de reservar um horário, e às vezes só teve um imprevisto. O importante é que alguém tenha o nome dessa pessoa numa lista com responsável, para o contato não depender da memória da recepção num dia cheio.
Link de agendamento na bio do Instagram vale a pena?
O link de agendamento na bio do Instagram vale a pena porque deixa a pessoa marcar a qualquer hora, sem esperar a recepção responder. O cuidado é com o que vem depois do horário. Quem falta, desmarca ou vem e não fecha precisa de um segundo contato, e a ferramenta de agenda sozinha não avisa ninguém. Por isso o horário marcado deve entrar no mesmo funil dos outros leads, com dono e próximo passo.
O que o formulário de agendamento de uma clínica pode perguntar?
O formulário de agendamento de uma clínica pode pedir nome, WhatsApp e, se quiser, um campo opcional para a pessoa contar algo como ser a primeira consulta. Queixa, motivo da consulta e histórico de saúde não devem entrar, porque dado de saúde é dado sensível pela LGPD e tem lugar no sistema clínico.
Por que a página de agendamento não deve mostrar os horários ocupados?
A página de agendamento não deve mostrar os horários ocupados porque a agenda cheia diz a qualquer visitante quantos clientes o negócio atende e em que dias, e isso inclui o concorrente. Para marcar, a pessoa só precisa ver os horários livres. Mostrar apenas o que está disponível protege a informação do negócio e deixa a escolha mais simples para quem está agendando.