Cliente não responde a proposta: até quando o negócio conta como aberto
Faz dezoito dias que a proposta foi enviada e o cliente não responde. A busca entrega mensagem pronta de cobrança. Aqui a pergunta é outra: quanto tempo um negócio pode ficar parado antes de sair da conta, e o que fazer quando o prazo vence.
Um negócio conta como aberto enquanto está dentro do prazo normal da etapa em que está, e esse prazo sai do tempo que os seus negócios ganhos levaram ali. Quando o prazo vence, só há duas saídas: um próximo passo com data combinada com o cliente, ou o encerramento com o motivo anotado.

O dono de uma empresa de móveis planejados abre o funil numa segunda de manhã. Na coluna de proposta enviada estão onze negócios. Ele soma os valores: se metade fechar, o mês está salvo.
Aí ele olha as datas. A cozinha da dona Sílvia foi orçada há dezoito dias. O escritório do contador, há cinco semanas. Tem um closet de julho. Ninguém disse não a nenhum deles. Também ninguém respondeu nada desde que o arquivo foi mandado.
O vendedor dele já sabe disso, e por isso nem abre mais aquela coluna.
O que a busca responde
Quem digita "cliente não responde depois da proposta" encontra quase sempre a mesma coisa: modelos de mensagem para retomar a conversa. O post sobre quantas vezes insistir com um lead trata disso: na maioria das empresas pequenas falta o segundo contato, e não o quinto.
Só que tem uma pergunta que quase nenhum desses textos faz. Até quando aquele negócio conta como aberto? Dezoito dias ainda é espera normal? E cinco semanas? Sem essa resposta, a proposta fica na coluna para sempre, somando num total que não existe.
O número que circula
Em blog de CRM aparece a frase de que 40% das vendas morrem no "abismo da proposta", o silêncio depois do envio. Fui atrás da medição, em outubro de 2026, e não achei estudo publicado que mostre esse número com amostra e método. Sem a medição aberta, o número fica fora deste texto.
A ideia por trás dele qualquer dono reconhece: muita proposta não recebe nem sim nem não, e continua na conta se ninguém tirar.
Funil cheio de proposta velha é previsão inflada
Se quatro dos onze negócios estão lá há mais de um mês sem contato, a soma da coluna mente. O dono planeja compra de material e caixa contando com um dinheiro que já foi para outra empresa ou para outro ano.
E o vendedor que vê o closet de julho no meio dos negócios da semana aprende que a lista não serve. Passa a guiar o dia pela memória e pelo WhatsApp, e o CRM vira arquivo morto.
Um prazo só para todo o funil erra
A primeira ideia costuma ser uma regra única: trinta dias sem andar, sai. Ela erra para os dois lados.
Na primeira etapa, a do contato que acabou de chegar, trinta dias é uma eternidade: lead que ficou uma semana sem resposta já esfriou.
Na proposta de um projeto grande, trinta dias pode ser a espera normal. O cliente leva o orçamento para o sócio, para a esposa, para o banco. Uma regra curta ali dispara aviso todo dia, e aviso que dispara todo dia vira paisagem.
O prazo precisa ser por etapa. E o melhor jeito de achar o prazo de cada etapa é olhar o que já aconteceu na sua empresa.
A conta que dá para fazer hoje
Pegue os seus últimos dez negócios ganhos. Para cada um, anote quantos dias ele ficou na etapa de proposta: da data em que a proposta foi enviada até o dia do sim.
Um exemplo inventado, só para mostrar a conta: 3, 5, 6, 8, 9, 10, 12, 14, 20 e 31 dias. Coloque em ordem e olhe o do meio. Aqui ele fica entre 9 e 10 dias. Esse é o tempo normal de uma proposta na sua empresa. Dos dez, nove fecharam em até vinte dias.
Com isso, um prazo razoável para a etapa de proposta é algo perto do dobro do tempo normal, uns vinte dias nesse exemplo. Esse corte é de bom senso, não de estudo. Você pode ajustar. O que importa é que ele saiu dos seus negócios, e não de uma regra genérica.
Agora volte para a coluna. Quantas propostas estão além dos vinte dias? Na empresa de móveis, a dona Sílvia está no limite, e o contador e o closet já passaram faz tempo.
Faça a mesma conta para as outras etapas. A de primeiro contato quase sempre dá poucos dias.
Quando o prazo vence, só tem duas saídas
Negócio além do prazo da etapa não pode continuar como está. Ele sai de um destes dois jeitos.
Próximo passo com data: você fala com o cliente e combina quando volta a falar. "O sócio volta de viagem dia 4, me liga dia 5." O negócio continua aberto de verdade, porque alguém decidiu quando tocar nesse negócio de novo. Com a data marcada, ele deixa de ser parado e passa a ser agendado.
Encerramento com motivo: se o cliente não responde, ou responde sem compromisso nenhum, o negócio é marcado como perdido, com o motivo escrito. "Sem resposta depois de três contatos" é um motivo válido, e dos mais úteis, porque mostra quantas propostas morrem no silêncio.
Encerrar é parar de contar o que não existe. Se a dona Sílvia aparecer em março, você reabre o negócio com data nova.
Uma mensagem honesta ajuda nessa hora: "Sílvia, como não tive retorno, vou deixar o seu orçamento de lado por enquanto. Se quiser retomar, é só me chamar que eu atualizo os valores." Muita gente responde a essa mensagem, porque ela não cobra nada.
Depois da limpeza, some de novo a coluna de proposta. A diferença entre o total de antes e o de depois mostra quanto da sua previsão era esperança. E a lista da manhã fica mais curta: o que já tem data combinada espera a data dele.
Como fica no Pulsar
No Pulsar, cada etapa tem um prazo para o negócio contar como parado: três dias na primeira etapa do funil, onde o lead novo esfria rápido, e quatorze nas outras. Quando um negócio passa do prazo, a tela Hoje avisa com o nome da pessoa e há quantos dias ela está naquela etapa, começando pelo mais antigo. Na lista do dia, quem tem retorno marcado para depois fica de fora. Nos Relatórios, você vê quantos dias o negócio típico leva em cada etapa e qual é a espera mais longa de hoje, que é a conta deste texto pronta. O Pulsar não encerra negócio sozinho: quem decide é você, e ao marcar como perdido ele pede o motivo, pelo caminho que for. Tem mais na página do funil de vendas.
Abra hoje a sua etapa de proposta e escreva, ao lado de cada negócio, a data do último contato. Os que passaram do seu prazo ganham uma data combinada com o cliente até sexta, ou saem da conta com o motivo anotado.
Perguntas frequentes
Quanto tempo esperar a resposta de uma proposta?
O tempo para esperar a resposta de uma proposta depende do tempo normal dessa etapa na sua empresa. Pegue os últimos dez negócios ganhos e veja quantos dias cada um levou entre o envio da proposta e o sim. O valor do meio é o tempo normal. Um prazo perto do dobro desse tempo serve de limite antes de exigir uma data combinada ou encerrar o negócio.
O que fazer quando o cliente some depois do orçamento?
Quando o cliente some depois do orçamento, faça um contato que leve alguma coisa nova e tente combinar uma data para a decisão. Se o prazo normal da etapa já passou e mesmo assim não há resposta, marque o negócio como perdido com o motivo escrito, como sem resposta depois da proposta. Se o cliente voltar mais tarde, o negócio é reaberto com data nova.
Quando um negócio deve ser marcado como perdido no funil?
Um negócio deve ser marcado como perdido no funil quando passou do prazo normal da etapa e não existe próximo passo com data combinada com o cliente. Deixar o negócio aberto além disso infla a previsão de vendas e faz a equipe desconfiar da lista. O motivo da perda deve ser anotado no momento do encerramento, inclusive quando o motivo é a falta de resposta.
Por que usar um prazo diferente para cada etapa do funil?
Um prazo diferente para cada etapa do funil evita dois erros. Um prazo único e longo deixa o lead novo esfriar sem aviso na primeira etapa, onde poucos dias já pesam. Um prazo único e curto dispara aviso todo dia na etapa de proposta de um projeto grande, onde a espera longa é normal. O prazo de cada etapa deve sair do tempo que os negócios ganhos levaram nela.